Pau de canela

sexta-feira, novembro 17, 2006

Achados em papel


Quis descobrir-te compor-te num esboço desenhado
Papel e carvão

Não sou eu voluntária a delinear, tu foste o guia
Ou a madureza amanhecida de te sentir
Cada traço uma onda desgovernada
Pelo significado sentido imenso que a devasta
A minha vida naqueles traçados felizes

(Soltos Crentes
Firmes, Desejosos)

quinta-feira, novembro 02, 2006

Colibri


Sabes que não sei muito mais
Do que aprendemos os dois
Em livros secretos
Tentámos fazer melhor

Como dois cristais cor de anil
Que se olham de frente e perfil
Pureza e desejo
E um toque de mão gentil

Quero ver se não respondes
Desta vez puxei por mim
Canto Voa
No bico de um Colibri

Se quiseres fazer de conta
Que não viste como eu vi
O fogo que arde
No peito de um Colibri


Luís Represas