sexta-feira, junho 29, 2007

Bossanova, bendita



Se é possível que cada um de nós possa ver-se, descrever-se, confundir-se, por pequenos esquadros, detalhes, criações, momentos abstractos (não pessoas, mas frutos, criações de pessoas), que nos surgem incautos, sem serem anunciados, que nos surpreendem pelas similitudes com a nossa forma de sentir o mundo, os nossos passos, personalidade, o nosso perfil.

Se é possível um ressoar profundo de algumas formas ouvidas, lidas, sussurradas, perscrutadas…. a mim… toca-me bem a dentro o som solto, leve e tão cheio, escutado com toda a fé, paixão, da bossanova, som tão quente, tão vivo… toca-me e, sem palavras, olho-me nessa forma ouvida.

(como qualquer coisa que foge descontrolada, que prende, sem razão, como um encanto imediato, um fascínio, um doce embalo arrebatado, e ao mesmo tempo como se há muito conhecido e intrínseco…)

(num expressar
roçando bem perto os sentires densos do amor…)

Como este som tão belo, imenso…
(um entre muitos)

Cazuza & Bebel Gilberto, Preciso dizer que te amo


Quando a gente conversa
Contando casos besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo (que medo)

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que te amo Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

Eu já não sei se eu tô misturando
Ah eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É eu preciso dizer que eu te amo
Tanto