Marão
Estar no topo de um mundo, de pequenos presépios ao fundo, de luzes tremidas, de lenhas a crepitar o cheiro do Natal, de moinhos que são gigantes em rotação que melancolizam em sopros a sua solidão de cume. De um pôr-do-sol de aguarela, cambiantes de cor indefinidos de tão marcados e acesos. De uma atmosfera grandiosa, dona, senhora, de um frio avassalador e verdadeiro. De estrelas de brilho diamante, a par do sol. Serras, montanhas, vales, contrafortes, a criação de um mundo, de uma liberdade, de um culto.
E tu, presença liberta que semeia em mim este encantamento, esta vontade de abarcar em memória todo este horizonte laranja a perder de vista que é conhecer-te por dentro.
E eu, que em ti me sinto tão inteiramente.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home