...
Mago
(de)
meã
Há, de mim, o que houve e era antes, que ficou, lá em baixo na maresia, no nível da água, nos sentires planos, mornos, amorfos, daqueles assim assim.
A mim chegou (tocou, brindou, inundou…). Bela presença luminosa.
Uma rota de viragem
(Por isso) a ele escuto.
(Só porque)
Traz na bagagem
Um concerto dos mais puros e raros gestos palavras sementes semeando especiarias
Cultivadas bem a dentro no coração
A sinfonia da aragem delicada de verdade sábia,
a brisa que traz a novidade de ser solto
Dança embala encanta
(no mundo das gentes que encontra)
Dança na minha gente que se apaixona.
(na minha gente que labuta no sentir plenamente)
No esplendor, na herança de pertencer ao mundo,
Enriquece os mundos das gentes que toca
(e de quem bebe inspiração) com o seu aroma
(o aroma das coisas claras e límpidas,
o aroma a ser feliz, o aroma a ser verdade
o aroma à candeia dos sentires intensos).
Chega liberto para desvendar os povos imensos
hereditários sentimentos dos dias à solta por descobrir,
dos significados a conquista; ama este som.
Nos seus trilhos razões de ser ser a despontar
(de ser assim, mago).
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