quarta-feira, maio 17, 2006

Uno

“Já reparaste no tempo que uma árvore leva a crescer? É um tempo muito lento, vagaroso. O nosso amor devia ser da mesma maneira”, disse ela, aproximando o seu corpo ao dele. Ele manteve-se calado enquanto a imagem da árvore lhe trazia por contraste, a ideia da fragilidade de tudo, e apertou com mais força a mão dela. Uma nuvem tapou o sol. O jardim parecia vazio e as duas almas juntaram-se numa só.


Pedro Paixão, in Quase gosto da vida que tenho