domingo, outubro 10, 2004

Vidas de Des(Amor)

O amor nunca mais chega!
Para mim não resulta.
Imagino, farejo, milagres de amor que não me vêem...
Sou servo, explorado, estagnante.
Talvez tranquilidade desassossegada!
Duvido, recuso, ausento-me.
O amor fica-me justo, faz-me não caber em mim.
Carrego-o aos quilos
E volto maior.
Não. Cansei-me caída, trocada, deixada, remexida.
Só feridas sem crosta.
Âncoras que prendem desejos, entregues silêncios calados.
Quereres e deveres, lágrimas de chão e cortinas hieróglifas.
Melhor não buscar perceber!
Apenas pressentir, desdobrar, cultivar...